O que defendemos?
A criança está no centro da nossa intervenção.
Defendemos que todas as crianças têm direito a relações familiares seguras, estáveis e significativas, bem como ao cuidado, à proteção e à participação responsável de ambos os progenitores, sempre que tal corresponda ao seu superior interesse.
Igualdade e corresponsabilidade parental
Defendemos a igualdade de direitos e deveres entre pais e mães no exercício das responsabilidades parentais.
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Participação efetiva de ambos os progenitores nas decisões relevantes da vida da criança.
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Distribuição equilibrada dos cuidados, das responsabilidades quotidianas e dos encargos parentais.
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Reconhecimento de ambos os progenitores como figuras parentais próprias, e não como cuidador principal e cuidador auxiliar.
Direitos das crianças após a separação
A separação do casal não deve significar a separação da criança de um dos seus progenitores.
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Preservação das relações afetivas da criança com ambos os progenitores e com a família alargada.
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Proteção da criança contra conflitos de lealdade, instrumentalização e afastamentos injustificados.
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Continuidade dos cuidados e das responsabilidades parentais após a separação.
Residência alternada e planos parentais
Defendemos a residência alternada como uma solução adequada para muitas famílias, desde que seja organizada de acordo com as necessidades concretas da criança.
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Avaliação individualizada das circunstâncias familiares.
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Rejeição de modelos automáticos ou de soluções baseadas apenas no sexo dos progenitores.
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Utilização de planos parentais claros, completos e ajustáveis à evolução da criança.
Prevenção e resolução dos conflitos parentais
Os conflitos parentais devem ser prevenidos e tratados tão cedo quanto possível, antes de causarem danos duradouros às crianças.
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Promoção da mediação familiar e de outras formas adequadas de resolução de conflitos.
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Intervenção interdisciplinar, envolvendo as áreas jurídica, social, psicológica e educativa.
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Respostas especializadas para situações de conflito parental de elevada intensidade.
Justiça de família mais célere e eficaz
A demora dos processos e o incumprimento continuado das decisões podem comprometer seriamente as relações familiares e o desenvolvimento das crianças.
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Maior celeridade nos processos relativos às responsabilidades parentais.
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Respostas eficazes ao incumprimento das decisões judiciais.
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Critérios mais objetivos, transparentes e previsíveis na fixação das pensões de alimentos.
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Formação especializada e contínua dos profissionais que intervêm na justiça de família e crianças.
Direito à informação e igualdade institucional
Ambos os progenitores devem ter acesso à informação necessária ao exercício responsável da parentalidade.
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Igualdade no acesso à informação escolar, clínica e administrativa relativa aos filhos.
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Eliminação da distinção injustificada entre progenitor residente e não residente.
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Promoção de boas práticas nas escolas, serviços de saúde e demais instituições.
Conhecimento, sensibilização e participação pública
A mudança social exige informação acessível, investigação rigorosa e participação cívica.
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Promoção da investigação científica sobre famílias, crianças, parentalidade e conflito parental.
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Organização de conferências, ações de formação, debates e iniciativas públicas.
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Produção e divulgação de informação baseada em conhecimento científico e jurídico atualizado.
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Cooperação com instituições públicas, universidades, profissionais e organizações da sociedade civil.
Diversidade das famílias
As políticas públicas e a legislação devem responder à diversidade real das famílias contemporâneas.
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Reconhecimento das famílias separadas, reconstituídas, monoparentais, adotivas e constituídas por casais do mesmo sexo.
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Proteção das relações da criança com irmãos, avós e outras figuras afetivas significativas.
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Rejeição de soluções legais construídas exclusivamente para o modelo de casal casado, heterossexual e coabitante.
A igualdade parental não é apenas uma questão entre adultos. É uma condição para que as crianças possam crescer com maior segurança, continuidade afetiva e responsabilidade partilhada.
A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PELA IGUALDADE PARENTAL E DIREITOS DOS FILHOS tem por fim as actividades de carácter cívico, cultural, formativo e informativo, no âmbito da protecção e fomento da igualdade parental, nos seus diferentes níveis de intervenção – legislativo, jurídico, psicológico, mobilização da opinião pública, entre outros -, relativamente aos direitos dos filhos (crianças e adolescentes) cujos pais se encontrem separados ou divorciados.