Recursos para profissionais

Protocolos de intervenção em situações de rejeição parento-filial e alienação parental

Modelos de avaliação, intervenção familiar, reunificação e reconstrução da relação parento-filial

As situações em que uma criança ou adolescente resiste, recusa ou interrompe o contacto com um pai ou uma mãe constituem alguns dos casos mais complexos da intervenção psicológica, social e judicial em famílias após a separação.

Nas últimas décadas foram desenvolvidos diferentes protocolos, modelos terapêuticos, programas psicoeducativos e intervenções intensivas destinados a responder a estas situações. Esta página reúne modelos descritos na literatura especializada e identifica, sempre que possível, os dados empíricos publicados sobre cada um.

Reunificação Alienação parental Resistência e recusa Intervenção familiar Psicoeducação Terapia familiar Avaliação
Última atualização: agosto de 2026
Um diretório profissional

Conhecer as diferentes respostas disponíveis

Não existe um único protocolo de intervenção para todas as situações de rejeição ou resistência ao contacto. Os modelos existentes diferem quanto à população a que se destinam, intensidade, enquadramento judicial, participação dos pais/mães, duração e pressupostos teóricos.

1

Identificar modelos

Reunir protocolos e programas descritos na literatura científica e profissional internacional.

2

Descrever o que fazem

Apresentar de forma sintética o formato, destinatários e principais componentes de cada intervenção.

3

Mostrar a evidência disponível

Distinguir estudos de resultados, seguimentos, estudos piloto e modelos clínicos publicados sem avaliação de eficácia.

Inclusão não significa recomendação automática

A presença de um protocolo nesta página significa que existe documentação profissional ou científica suficiente para o identificar e enquadrar. A escolha de uma intervenção depende sempre da avaliação da criança, da família, da segurança, da natureza da rutura relacional e do contexto concreto do caso.

Antes da intervenção

Avaliar a origem e a natureza da rejeição

Resistência ou recusa de contacto é uma descrição do comportamento da criança, não uma explicação automática para a sua origem. A avaliação deve anteceder a seleção do protocolo.

Quadro institucional

Child Impact Assessment Framework, CIAF

O Child Impact Assessment Framework é o quadro utilizado pelo Cafcass para apoiar a avaliação do impacto das experiências familiares sobre a criança em processos de Direito da Família.

Inclui recursos específicos destinados a compreender por que razão uma criança não pretende passar tempo com um pai, mãe ou outro familiar significativo.

  • violência doméstica e controlo coercivo;
  • conflito parental prejudicial;
  • comportamentos que interferem na relação da criança;
  • capacidade parental e outros fatores de risco;
  • desejos, sentimentos e experiência da criança.
Avaliação diferencial

Fidler & Bala

Fidler e Bala propõem uma abordagem diferenciada às situações em que crianças resistem ou recusam contacto após a separação.

O modelo distingue diferentes configurações relacionais e chama a atenção para a necessidade de identificar as causas e a gravidade do problema antes de selecionar a intervenção.

  • afastamento com fundamentos na experiência da criança;
  • alinhamento ou conflito de lealdades;
  • conflito parental intenso;
  • dificuldades na relação parento-filial;
  • comportamentos alienantes;
  • combinações de vários fatores.

A declaração conjunta da Association of Family and Conciliation Courts e do National Council of Juvenile and Family Court Judges recomenda uma abordagem centrada na criança, avaliação individual do caso, rastreio de segurança e consideração dos diferentes fatores que podem contribuir para problemas de contacto parento-filial.

Como ler os cartões seguintes

Diferentes modelos, diferentes tipos de evidência

A investigação sobre reunificação e problemas de contacto parento-filial é ainda heterogénea. Por isso, cada protocolo é acompanhado por uma indicação do tipo de evidência disponível.

Resultados publicados Estudo de resultados

Existe uma avaliação empírica publicada dos participantes ou das relações familiares após a intervenção.

Seguimento Follow-up

Existem dados recolhidos algum tempo depois da intervenção, permitindo observar a manutenção ou evolução dos resultados.

Estudo piloto Evidência preliminar

Existem dados empíricos, habitualmente com amostras pequenas e sem grupo de comparação.

Modelo publicado Protocolo estruturado

O modelo foi descrito em publicação científica ou técnica, mas ainda não possui avaliação robusta de resultados.

Intervenções com avaliação empírica publicada

Protocolos e programas com dados de resultados

Estes modelos dispõem de pelo menos uma publicação que apresenta dados recolhidos junto de participantes antes, durante ou depois da intervenção.

Resultados publicados

Family Bridges

Richard A. Warshak

Programa educativo e experiencial intensivo destinado a crianças e adolescentes com rejeição grave e considerada injustificada de um progenitor.

Formato: workshop intensivo de quatro dias.
Participantes: criança/adolescente e progenitor rejeitado.
Componentes: psicoeducação, pensamento crítico, perceção e memória, estereótipos, comunicação, resolução de conflitos e competências parentais.
Contexto: normalmente utilizado em situações judiciais de rejeição grave.
Evidência publicada:
O estudo inicial de 2010 apresentou resultados preliminares. Um estudo posterior incluiu 83 crianças e adolescentes submetidos ao programa com o progenitor anteriormente rejeitado e encontrou mudanças significativas nos comportamentos de rejeição reportados pelos participantes e profissionais.
Limitações: estudos observacionais, sem atribuição aleatória nem grupo de controlo equivalente. A generalização dos resultados para famílias diferentes das incluídas nos estudos deve ser feita com prudência.
Resultados + follow-up

Overcoming Barriers Family Camp

Matthew Sullivan, Peggie Ward & Robin Deutsch

Programa familiar intensivo desenvolvido para famílias pós-separação em conflito elevado nas quais uma criança resiste ou recusa contacto com um progenitor.

Formato: programa residencial/familiar intensivo de cinco dias.
Participantes: criança, pai e mãe e, quando relevante, outras figuras familiares.
Componentes: intervenção clínica, psicoeducação, atividades familiares e acompanhamento posterior.
Abordagem: trabalha a relação parento-filial e a coparentalidade.
Evidência publicada:
O artigo inicial apresentou avaliações após as edições de 2008 e 2009 e dados de seguimento. Em 2019, Michael Saini publicou um novo estudo com 40 pais/mães avaliados pelo menos seis meses depois da participação. Os resultados foram mistos, com benefícios mais claros quando também melhorava a relação coparental.
Limitações: amostras reduzidas, medidas baseadas em grande parte nos relatos dos participantes e ausência de grupo de comparação.
Estudo piloto

Family Reflections Reunification Program, FRRP

Kathleen M. Reay

Programa intensivo concebido para situações de rejeição parento-filial grave, trabalhando a criança e o sistema familiar.

Formato: intervenção intensiva seguida de acompanhamento.
População: famílias com crianças consideradas gravemente alienadas.
Abordagem: intervenção sistémica, psicoeducativa e relacional.
Acompanhamento: avaliações posteriores até 12 meses.
Evidência publicada:
O estudo piloto realizado em 2012 incluiu 22 crianças pertencentes a 12 famílias. Foram realizadas avaliações no final da intervenção e aos 3, 6, 9 e 12 meses. O estudo reportou restabelecimento e manutenção da relação em 95% dos casos.
Limitações: amostra pequena, ausência de grupo de controlo e avaliação associada ao próprio programa. Os resultados devem ser entendidos como evidência preliminar.
Avaliação publicada

Turning Points for Families, TPFF

Linda Gottlieb · avaliação de Jennifer Harman, Luke Saunders & Tamara Afifi

Intervenção terapêutica estrutural intensiva para situações descritas como alienação parental grave, envolvendo a criança e o progenitor rejeitado.

Formato: intervenção intensiva de quatro dias.
Avaliação: análise de gravações vídeo e documentação judicial.
Indicadores: comunicação relacional, apoio social e coping familiar.
Contexto: articulação entre intervenção terapêutica e decisões do tribunal.
Evidência publicada:
O estudo publicado no Journal of Family Therapy encontrou melhorias ao longo da intervenção na comunicação entre os membros da família, apoio social e coping conjunto. Os autores não observaram alterações negativas nas medidas analisadas e classificam os dados como evidência preliminar.
Limitações: avaliação retrospectiva de documentação e gravações do programa, sem grupo de controlo e sem randomização.
Resultados preliminares

Family Counselling Interventions

Janet R. Johnston & Judith Goldman

Intervenções de aconselhamento familiar destinadas a crianças que resistiam às visitas ou ao contacto com um progenitor.

Formato: aconselhamento familiar em ambulatório.
Foco: relação parento-filial, conflito familiar e resistência ao contacto.
Abordagem: intervenção adaptada à natureza e gravidade da rejeição.
Evidência publicada:
Johnston e Goldman publicaram resultados provenientes de intervenções familiares com crianças resistentes às visitas, oferecendo dados empíricos preliminares sobre evolução das relações.
Limitações: os dados não correspondem a um ensaio controlado de um protocolo padronizado e devem ser interpretados como evidência clínica preliminar.
Modelo multimodal publicado

Multi-Modal Family Intervention, MMFI

Steven Friedlander & Marjorie Gans Walters

Modelo de intervenção familiar concebido para adaptar a resposta ao tipo de problema que está na origem da rejeição da criança, em vez de aplicar o mesmo tratamento a todas as famílias.

Formato: intervenção multimodal e flexível.
Componentes possíveis: criança, progenitor rejeitado, progenitor preferido e coparentalidade.
Princípio central: ajustar a intervenção à causa, gravidade e características da rejeição.
Aplicação: desde situações mais moderadas até problemas de contacto complexos.
Base científica:
O MMFI é um modelo clínico estruturado publicado na Family Court Review e insere-se numa linha de investigação e prática que inclui avaliações preliminares de intervenções familiares com crianças resistentes ao contacto.
Limitações: não existe um ensaio controlado que permita atribuir uma taxa de eficácia específica ao MMFI enquanto protocolo isolado.
Protocolos estruturados na literatura profissional

Outros modelos de intervenção e reunificação

Para além dos programas com estudos de resultados próprios, a literatura descreve outros modelos estruturados que constituem referências relevantes para profissionais que trabalham com problemas de contacto parento-filial.

Modelo publicado

Blended Sequential Intervention Model, BSIM

Shely Polak, Tom Altobelli & Linda Popielarczyk

Modelo destinado a casos graves de rejeição parento-filial. Prevê uma sequência coordenada de intervenção clínica e judicial, incluindo apoio terapêutico à criança, ao progenitor rejeitado e ao progenitor preferido.

O modelo procura evitar a exclusão permanente de qualquer progenitor e defende acompanhamento judicial durante o processo.

Tipo de evidência: modelo clínico e jurídico estruturado publicado na Family Court Review. Ainda carece de estudos comparativos de resultados.
Polak, Altobelli & Popielarczyk (2020) →
Protocolo clínico publicado

Family-Based Therapy for Parent-Child Reunification

Linda S. Smith

Modelo de terapia familiar para situações em que uma criança recusa ou interrompe uma relação com um progenitor no contexto de divórcio de elevado conflito.

Cada membro da família recebe objetivos terapêuticos próprios e é chamado a participar na resolução dos problemas familiares.

Tipo de evidência: protocolo clínico descrito no Journal of Clinical Psychology, acompanhado por ilustração clínica. Não constitui um estudo controlado de eficácia.
Smith (2016) →
Modelo integrativo · 2025

Integrative Single-Therapist Framework

Terry Singh & Joel Mader

Modelo recente para tratamento de problemas de contacto parento-filial através de um único terapeuta, procurando integrar a literatura existente sobre reunificação e princípios sistémicos de terapia familiar.

A intervenção encontra-se organizada em três fases sucessivas de tratamento, permitindo flexibilidade na escolha das técnicas clínicas.

Tipo de evidência: framework baseado numa revisão da literatura e publicado no Journal of Marital and Family Therapy. Não possui ainda estudo próprio de resultados.
Singh & Mader (2025) →
Modelo sistémico

Transitioning Families Therapeutic Reunification Model

Abigail Judge, Rebecca Bailey, JoAnn Behrman-Lippert e colegas

Modelo de reunificação inicialmente desenvolvido para crianças e famílias após situações de rapto, mas relevante para a literatura mais ampla sobre reconstrução de relações familiares gravemente interrompidas.

Utiliza uma abordagem sistémica, orientada por fases, informada pelo trauma e adaptada ao caso concreto.

Tipo de evidência: modelo descrito na Family Court Review e aplicado a famílias desde 2006. Os próprios autores assinalam a necessidade de avaliação formal da eficácia.
Judge et al. (2016) →
Filhos/as adultos/as

Restoring Family Connections

Amy J. L. Baker, Paul R. Fine & Alianna LaCheen-Baker

Programa manualizado dirigido especificamente a progenitores e filhos/as já adultos/as que pretendem reconstruir uma relação interrompida.

É concebido para utilização voluntária em ambulatório por profissionais de saúde mental e inclui princípios clínicos, atividades estruturadas, exercícios e trabalho entre sessões.

Tipo de evidência: protocolo clínico manualizado. A sua população-alvo e contexto são diferentes dos programas de reunificação judicial envolvendo menores.
Conhecer o programa →
Intervenção intensiva documentada

High Road to Reunification

Programa intensivo de reunificação

Intervenção dirigida a situações graves de rutura da relação parento-filial e incluída na literatura comparativa sobre programas intensivos de reunificação.

É referida juntamente com Family Bridges, Family Reflections, Overcoming Barriers, Transitioning Families e Turning Points em análises comparativas destas intervenções.

Tipo de evidência: programa estruturado documentado na literatura comparativa. A evidência de resultados disponível é mais limitada do que a existente para alguns dos modelos apresentados acima.
Análise comparativa →
Visão rápida

Comparação dos principais modelos

A tabela permite identificar rapidamente diferenças de formato e do tipo de evidência disponível. Não constitui uma classificação de eficácia.

Modelo Tipo População / situação Formato Evidência disponível
Family Bridges Psicoeducativo intensivo Rejeição grave 4 dias Estudos de resultados, incluindo amostra de 83 crianças/adolescentes
Overcoming Barriers Clínico + psicoeducativo Resistência/recusa e conflito elevado 5 dias + follow-up Avaliação inicial e estudo de seguimento
Family Reflections Reunificação intensiva Rejeição grave Intensivo + acompanhamento Estudo piloto com follow-up até 12 meses
Turning Points for Families Terapêutico estrutural Alienação parental grave 4 dias Avaliação empírica publicada
MMFI Intervenção multimodal Diferentes níveis e causas de rejeição Adaptado ao caso Modelo publicado + dados clínicos relacionados
Family-Based Therapy Terapia familiar Recusa de contacto Ambulatório Modelo clínico + caso ilustrativo
BSIM Clínico-judicial sequencial Rejeição grave Faseado Modelo estruturado publicado
Single-Therapist Framework Terapia familiar integrativa Problemas de contacto parento-filial 3 fases Modelo baseado em revisão da literatura
Transitioning Families Sistémico e informado pelo trauma Relações interrompidas, originalmente após rapto Faseado Modelo publicado e experiência clínica
Restoring Family Connections Intervenção familiar voluntária Progenitores e filhos/as adultos/as Ambulatório Programa manualizado
Investigação em desenvolvimento

O que sabemos sobre a eficácia?

Existem resultados empíricos publicados para vários dos programas, mas a investigação sobre reunificação familiar apresenta ainda limitações metodológicas importantes.

Grande parte dos estudos disponíveis utiliza séries de casos, avaliações antes/depois, follow-up de participantes ou amostras selecionadas de famílias submetidas a programas específicos. Há poucos estudos comparativos e praticamente não existem ensaios aleatorizados capazes de comparar diferentes intervenções em condições equivalentes.

Isto não significa que os resultados publicados não tenham valor. Significa que devem ser interpretados de acordo com o desenho do estudo e sem atribuir a um programa um nível de certeza superior àquele que os dados permitem.

Existe discussão científica sobre estes programas

Autores de vários protocolos publicaram resultados favoráveis das suas intervenções. Outros investigadores questionaram a metodologia utilizada, a definição de resultados, a seleção das famílias e a possibilidade de atribuir as alterações observadas exclusivamente ao tratamento. Para profissionais, o mais útil é conhecer tanto os dados publicados como as respetivas limitações metodológicas.

Seleção e implementação

Questões a considerar antes de escolher um protocolo

1

Qual é a causa da rutura relacional?

Distinguir, tanto quanto possível, comportamentos alienantes, experiências negativas reais, conflito de lealdades, violência, dificuldades parentais, fatores próprios da criança e combinações destas circunstâncias.

2

Qual é a gravidade do problema?

Uma resistência ocasional ao contacto, uma relação fragilizada e uma rejeição persistente e total não requerem necessariamente o mesmo grau de intervenção.

3

Existem questões de segurança?

Violência doméstica, controlo coercivo, maus-tratos, negligência, abuso ou outros riscos devem ser avaliados antes de promover qualquer aproximação relacional.

4

Quem participa?

Alguns programas trabalham essencialmente a criança e o progenitor rejeitado. Outros intervêm com todo o sistema familiar, incluindo o progenitor preferido e a coparentalidade.

5

Qual é o papel do tribunal?

Há modelos concebidos para intervenção voluntária e outros fortemente articulados com decisões judiciais, supervisão do tribunal ou alterações temporárias da organização familiar.

6

Qual é o objetivo terapêutico?

Restabelecer contacto físico não é necessariamente sinónimo de recuperação relacional. Importa definir previamente indicadores de segurança, bem-estar, comunicação e qualidade da relação.

7

Como será acompanhado o resultado?

A avaliação deve continuar após a intervenção para verificar se as alterações se mantêm e se surgem novos problemas ou riscos.

Fontes científicas e profissionais

Bibliografia e documentação

Avaliação e problemas de contacto parento-filial
  • AFCC & NCJFCJ (2022). Joint Statement on Parent-Child Contact Problems. Consultar.
  • Cafcass. Child Impact Assessment Framework. Consultar.
  • Fidler, B. J., & Bala, N. (2010). Children resisting postseparation contact with a parent: Concepts, controversies, and conundrums. Family Court Review, 48, 10–47. Consultar.
Protocolos com avaliação empírica
  • Warshak, R. A. (2010). Family Bridges: Using insights from social science to reconnect parents and alienated children. Family Court Review, 48, 48–80. Consultar.
  • Warshak, R. A. (2019). Reclaiming Parent-Child Relationships: Outcomes of Family Bridges with Alienated Children. Journal of Divorce & Remarriage, 60, 645–667. Consultar.
  • Sullivan, M. J., Ward, P. A., & Deutsch, R. M. (2010). Overcoming Barriers Family Camp: A program for high-conflict divorced families where a child is resisting contact with a parent. Family Court Review, 48, 116–135. Consultar.
  • Saini, M. (2019). Strengthening Coparenting Relationships to Improve Strained Parent-Child Relationships: A Follow-Up Study of Parents' Experiences of Attending the Overcoming Barriers Program. Family Court Review, 57, 217–230. Consultar.
  • Reay, K. M. (2015). Family Reflections: A Promising Therapeutic Program Designed to Treat Severely Alienated Children and Their Family System. The American Journal of Family Therapy, 43, 197–207. Consultar.
  • Harman, J. J., Saunders, L., & Afifi, T. (2022). Evaluation of the Turning Points for Families (TPFF) program for severely alienated children. Journal of Family Therapy, 44, 279–298. Consultar.
  • Johnston, J. R., & Goldman, J. R. (2010). Outcomes of family counseling interventions with children who resist visitation. Family Court Review, 48, 112–115. Consultar.
Outros modelos estruturados
  • Friedlander, S., & Walters, M. G. (2010). When a child rejects a parent: Tailoring the intervention to fit the problem. Family Court Review, 48, 98–111. Consultar.
  • Smith, L. S. (2016). Family-Based Therapy for Parent-Child Reunification. Journal of Clinical Psychology, 72, 498–512. Consultar.
  • Judge, A. M., Bailey, R., Behrman-Lippert, J., Bailey, E., Psaila, C., & Dickel, J. (2016). The Transitioning Families Therapeutic Reunification Model in Nonfamilial Abductions. Family Court Review, 54, 232–249. Consultar.
  • Polak, S., Altobelli, T., & Popielarczyk, L. (2020). Responding to Severe Parent-Child Rejection Cases Without a Parentectomy: A Blended Sequential Intervention Model and the Role of the Courts. Family Court Review, 58, 507–524. Consultar.
  • Singh, T., & Mader, J. (2025). Reunification, reconsidered: Presenting an integrative, single-therapist framework for resolving parent-child contact problems. Journal of Marital and Family Therapy, 51, e12745. Consultar.
Discussão metodológica sobre programas de reunificação
  • Mercer, J., Drew, M., Migdalski, D., & Lowenstein, L. (2022). Reunification therapies for parental alienation: Tenets, empirical evidence, commonalities, and differences. Journal of Family Trauma, Child Custody & Child Development, 19. O artigo analisa criticamente seis programas intensivos de reunificação. Consultar.
  • Sullivan, M. J., Pruett, M. K., & Johnston, J. R. (2024). Parent-child contact problems: Family violence and parental alienating behaviors either/or, neither/nor, both/and, one in the same? Family Court Review, 62, 68–85. Consultar.
Recursos relacionados da APIPDF
  • Alienação parental: pseudociência? Análise da investigação, validade conceptual e controvérsia científica. Consultar.
  • Estudos sobre alienação parental. Bibliografia científica e recursos académicos. Consultar.

Da identificação do problema à intervenção adequada

A diversidade dos protocolos existentes reflete a própria complexidade das ruturas parento-filiais após a separação. Há intervenções intensivas, terapia familiar em ambulatório, modelos multimodais, programas psicoeducativos e abordagens que combinam intervenção clínica e acompanhamento judicial.

O conhecimento destes modelos permite aos profissionais comparar alternativas, analisar os pressupostos de cada intervenção, consultar os resultados publicados e selecionar respostas proporcionais à situação concreta da criança e da família.