Investigação, teoria e prática profissional

Psicologia da Família, Parentalidade e Desenvolvimento

Conceitos fundamentais, modelos teóricos, avaliação psicológica, desenvolvimento infantil, relações familiares, parentalidade, separação, intervenção e bibliografia de referência.

A Psicologia permite compreender o desenvolvimento das crianças, as relações entre pais, mães e filhos e filhas e o funcionamento das famílias ao longo do ciclo de vida.

O comportamento de uma criança ou de uma pessoa adulta não deve ser interpretado isoladamente. A idade, a história de desenvolvimento, as relações de vinculação, a organização familiar, as condições económicas, a escola, a saúde, a cultura e os acontecimentos de vida influenciam-se mutuamente.

Esta área reúne contributos da psicologia do desenvolvimento, psicologia clínica e da saúde, psicologia social, psicologia comunitária, psicologia da educação, psicologia forense, terapia familiar e investigação sobre conjugalidade, parentalidade, coparentalidade e separação.

A formação psicológica exige a leitura de investigação atual, mas também o estudo das obras clássicas que construíram os conceitos, as hipóteses, os instrumentos e os debates que continuam a influenciar a disciplina.

Principais áreas de estudo

A compreensão das famílias exige a articulação de diferentes níveis de análise psicológica.

Desenvolvimento infantil e juvenil

Desenvolvimento cognitivo, emocional, social e moral, autorregulação, identidade, autonomia e adaptação às transições da infância e da adolescência.

Vinculação e relações afetivas

Formação de relações de segurança com diferentes pessoas cuidadoras, disponibilidade emocional, responsividade e influência das experiências relacionais no desenvolvimento.

Parentalidade

Crenças, competências, estilos educativos, comportamentos de cuidado, adaptação ao nascimento, stresse parental e transformação dos papéis de pais e mães.

Coparentalidade

Coordenação entre pessoas cuidadoras, apoio recíproco, divisão de responsabilidades, comunicação, conflito e construção de uma aliança parental.

Conjugalidade e intimidade

Formação e evolução das relações, satisfação conjugal, comunicação, conflito, transição para a parentalidade, separação e reconstrução da vida familiar.

Sistemas familiares

Fronteiras, alianças, subsistemas, padrões de comunicação, ciclos familiares, transmissão entre gerações e adaptação das famílias a acontecimentos normativos e inesperados.

Risco, trauma e proteção

Violência, abuso, negligência, perdas, adversidade, perturbações psicológicas, fatores de risco, fatores de proteção, resiliência e recuperação.

Psicologia e justiça

Avaliação forense, audição de crianças, responsabilidades parentais, promoção e proteção, testemunho, elaboração de relatórios e comunicação com os tribunais.

Fundamentos teóricos

Modelos que continuam a orientar a investigação e a intervenção, embora tenham sido desenvolvidos e revistos ao longo do tempo.

Desenvolvimento

Perspetiva desenvolvimental

As necessidades, capacidades e formas de comunicação mudam com a idade. Uma interpretação adequada considera o momento de desenvolvimento e não aplica expectativas adultas às crianças.

Relações

Teoria da vinculação

Estuda a procura de proximidade e segurança, a formação de modelos internos das relações e o modo como diferentes pessoas cuidadoras podem constituir figuras de vinculação.

Contexto

Modelo ecológico

O desenvolvimento resulta da relação entre a criança, a família, a escola, os serviços, a comunidade, as condições económicas, a cultura e as políticas públicas.

Família

Perspetiva sistémica

A família é compreendida como um sistema de relações interdependentes. Alterações num membro ou numa relação podem produzir mudanças em todo o sistema familiar.

Parentalidade

Modelo da coparentalidade

Analisa a forma como pais, mães e outras pessoas cuidadoras coordenam responsabilidades, apoiam ou desautorizam a participação das outras e gerem o conflito.

Adaptação

Risco e resiliência

Os efeitos de uma situação adversa dependem da acumulação de riscos, dos recursos individuais e familiares e da existência de relações e serviços protetores.

Psicologia da separação e das famílias pós-separação

A separação altera a organização familiar, mas não elimina as relações parentais nem transforma automaticamente a família numa realidade disfuncional.

Adaptação das crianças

A adaptação depende da qualidade das relações, da estabilidade económica, da exposição ao conflito, da continuidade dos cuidados, das mudanças de casa e escola e do apoio recebido.

Continuidade das relações

A preservação de relações seguras e quotidianas com pais e mães e com outras pessoas significativas pode constituir um importante fator de proteção após a separação.

Conflito parental

O impacto depende da intensidade, duração, forma e conteúdo do conflito e do grau de envolvimento da criança. Desacordo, comunicação limitada e violência não são conceitos equivalentes.

Violência e segurança

Violência doméstica, abuso, negligência, perseguição e controlo coercivo exigem avaliação própria. Estas situações não devem ser reduzidas a uma categoria indiferenciada de conflito familiar.

Contextos de prática profissional

Os objetivos, deveres e limites da intervenção dependem do papel assumido pelo psicólogo ou pela psicóloga.

Clínica e saúde

Acompanhamento psicológico

Procura compreender o sofrimento, promover competências, apoiar a adaptação e desenvolver objetivos terapêuticos com a pessoa ou família acompanhada.

Uma relação terapêutica não transforma automaticamente o psicólogo ou a psicóloga numa pessoa perita imparcial sobre toda a família.

Justiça

Avaliação forense ou pericial

Responde a questões delimitadas por uma autoridade ou por um processo, exige imparcialidade, recolha de informação de diferentes fontes e fundamentação das inferências.

O objetivo não é prestar psicoterapia nem defender a pretensão de uma das pessoas avaliadas.

Educação e comunidade

Prevenção e intervenção psicossocial

Abrange escolas, serviços de saúde, instituições sociais, promoção e proteção, programas parentais e trabalho comunitário.

A intervenção deve considerar a criança, a família e as condições sociais em que vivem.

Avaliação psicológica em contextos familiares

Uma avaliação tecnicamente fundamentada não se reduz à aplicação de um teste, a uma entrevista ou à repetição das declarações de uma única pessoa.

1

Questão claramente definida

A avaliação deve identificar o que se pretende compreender e quais as perguntas que podem ser legitimamente respondidas pela Psicologia.

2

Competência especializada

A prática forense exige preparação em desenvolvimento, família, avaliação, psicopatologia, ética, metodologia e enquadramento jurídico.

3

Múltiplos métodos

Entrevistas, observação, instrumentos validados, documentação e fontes complementares devem ser articulados de acordo com o caso.

4

Informação corroborada

Declarações relevantes devem ser comparadas com outras fontes sempre que possível, distinguindo factos, interpretações e hipóteses.

5

Instrumentos adequados

Os testes devem possuir validade, fidelidade e normas adequadas à população e à finalidade para que são utilizados.

6

Hipóteses alternativas

Uma conclusão deve resultar da comparação entre explicações possíveis e não da procura exclusiva de sinais que confirmem uma hipótese inicial.

7

Limites das conclusões

O relatório deve indicar insuficiências de informação, margem de incerteza e limites da generalização dos resultados.

8

Imparcialidade e não discriminação

As conclusões não devem assentar em estereótipos relativos ao género, orientação sexual, situação económica, origem, deficiência ou configuração familiar.

Recursos profissionais e orientações

Documentos destinados a apoiar uma prática ética, baseada na evidência e adequada aos contextos familiares e judiciais.

Portugal 2024

Código Deontológico da OPP

Princípios e deveres relativos à competência, respeito, privacidade, consentimento, avaliação, comunicação de resultados, relações profissionais e responsabilidade.

Portugal 2021

Avaliação forense em responsabilidades parentais

Guia de boas práticas da Ordem dos Psicólogos Portugueses para avaliações psicológicas forenses ou periciais em processos de regulação das responsabilidades parentais.

Internacional 2022

Avaliações de planos parentais

Orientações da Association of Family and Conciliation Courts sobre competência, métodos, imparcialidade, documentação, violência e elaboração das conclusões.

APA 2024

Avaliações em processos de proteção

Orientações da American Psychological Association sobre maus-tratos, capacidade parental, risco, dano psicológico e relação entre comportamentos parentais e perigo para a criança.

APA Referência metodológica

Avaliações em processos de família

Orientações sobre competência especializada, imparcialidade, recolha de dados por diferentes métodos, interpretação contextualizada e fundamentação das recomendações.

Formação

Psicologia Judiciária, Família e Crianças

Publicações e materiais do Centro de Estudos Judiciários sobre Psicologia, avaliação, desenvolvimento, audição e intervenção nos processos de família e crianças.

Leituras fundamentais e atuais

Obras úteis para construir uma base teórica e relacioná-la com a investigação e a prática contemporâneas.

Desenvolvimento, vinculação e contexto
  • Ainsworth, M. D. S., Blehar, M. C., Waters, E., & Wall, S. (1978). Patterns of Attachment. Lawrence Erlbaum.
  • Bowlby, J. (1969/1982). Attachment and Loss: Vol. 1. Attachment. Basic Books.
  • Bronfenbrenner, U. (1979). The Ecology of Human Development. Harvard University Press.
  • Bornstein, M. H. (Ed.). (2019). Handbook of Parenting (3.ª ed.). Routledge.
  • Cicchetti, D. (Ed.). (2016). Developmental Psychopathology (3.ª ed.). Wiley.
  • Sameroff, A. (Ed.). (2009). The Transactional Model of Development. American Psychological Association.
Família, parentalidade e coparentalidade
  • Feinberg, M. E. (2003). The internal structure and ecological context of coparenting. Parenting, 3(2), 95–131.
  • McHale, J. P. (2007). Charting the Bumpy Road of Coparenthood. Zero to Three.
  • Minuchin, S. (1974). Families and Family Therapy. Harvard University Press.
  • Walsh, F. (2016). Strengthening Family Resilience (3.ª ed.). Guilford Press.
  • Lamb, M. E. (Ed.). (2010). The Role of the Father in Child Development (5.ª ed.). Wiley.
  • Cummings, E. M., & Davies, P. T. (2010). Marital Conflict and Children. Guilford Press.
Separação, divórcio e reorganização familiar
  • Amato, P. R. (2010). Research on divorce: Continuing trends and new developments. Journal of Marriage and Family, 72(3), 650–666.
  • Emery, R. E. (2012). Renegotiating Family Relationships (2.ª ed.). Guilford Press.
  • Hetherington, E. M., & Kelly, J. (2002). For Better or for Worse: Divorce Reconsidered. W. W. Norton.
  • Kelly, J. B., & Emery, R. E. (2003). Children’s adjustment following divorce. Family Relations, 52(4), 352–362.
  • Maccoby, E. E., & Mnookin, R. H. (1992). Dividing the Child. Harvard University Press.
  • Fine, M. A., & Harvey, J. H. (Eds.). (2006). Handbook of Divorce and Relationship Dissolution. Routledge.
Avaliação psicológica e prática forense
  • Agulhas, R., & Anciães, A. (2021). Guia de boas práticas: Avaliação psicológica forense/pericial em processos de Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais. OPP.
  • Beck, C. J. A., Shaw, M., & Geffner, R. A. (2024). Family Evaluation in Custody Litigation (2.ª ed.). American Psychological Association.
  • Gould, J. W., & Mulchay, C. M. (2026). Parenting Plan Evaluations: An Evidence-Informed Approach to Child Custody. APA.
  • Grisso, T. (2003). Evaluating Competencies (2.ª ed.). Springer.
  • Heilbrun, K. (2001). Principles of Forensic Mental Health Assessment. Kluwer Academic.
  • Poole, D. A., & Dickinson, J. J. (2024). Interviewing Children (2.ª ed.). American Psychological Association.

Bibliografia alargada

Obras clássicas, estudos empíricos, teses, comunicações e referências interdisciplinares sobre família, parentalidade, conjugalidade, desenvolvimento, saúde e intervenção.

A seleção inclui trabalhos de diferentes períodos e correntes teóricas. Algumas classificações, edições, expressões e práticas profissionais foram posteriormente revistas ou substituídas.

A inclusão de uma referência permite o seu estudo histórico, teórico ou metodológico e não significa que todas as suas conclusões correspondam ao conhecimento ou às normas profissionais atuais. Nos registos incompletos, recomenda-se a confirmação dos dados em bibliotecas, catálogos e repositórios.

Referências de A a C
  • Abidin, R. R., & Brunner, J. F. (1995). Development of a Parenting Alliance Inventory. Journal of Clinical Child Psychology, 24(1), 31–40.
  • Ahrons, C. (1994). The Good Divorce: Keeping Your Family Together When Your Marriage Comes Apart. HarperCollins.
  • Alarcão, M. (2002). (Des)Equilíbrios familiares. Quarteto.
  • American Psychiatric Association. (2002). DSM-IV-TR: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (4.ª ed., texto revisto). Climepsi.
  • Anastácio, Z., Carvalho, G., & Clément, P. (2006). Educação sexual no 1.º CEB: Argumentação dos professores para a sua (não) consecução. In L. Almeida et al. (Orgs.), Actas do VIII Congresso Galaico-Português de Psicopedagogia (2.ª ed., pp. 1489–1502). Universidade do Minho.
  • Araújo, A. F., & Canavarro, M. C. (2001). Mães de bebés prematuros: Fatores psicossociais e reações emocionais na prematuridade. Comunicação apresentada no Congresso Internacional Percursos no Feminino, Minho.
  • Balancho, L. S. (2004). Ser pai: Transformações intergeracionais na paternidade. Análise Psicológica, 22(2), 377–386.
  • Bayle, F. (2006). À volta do nascimento. Climepsi.
  • Bayle, F., & Martinet, S. (2008). Perturbações da parentalidade. Climepsi.
  • Belsky, J. K. (1990). The Psychology of Aging: Theory, Research, and Interventions. Brooks/Cole.
  • Belsky, J., Youngblade, L., Rovine, M., & Volling, B. (1991). Patterns of marital change and parent-child interaction. Journal of Marriage and the Family, 53, 487–498.
  • Benians, R. C. (1977). Marital breakdown and its consequences for children. Medico-Legal Journal, 45(1), 19.
  • Benians, R. C. (1987). Medico-legal aspects of contact between children and their families of origin and others who have been important in their lives. Medicine, Science and the Law, 27(4), 248.
  • Berger, P., & Kellner, H. (1964). Marriage and the construction of reality. Diogenes, 46, 1–24.
  • Braz, M., Dessen, M., & Silva, N. (2005). Relações conjugais e parentais: Uma comparação entre famílias de classes sociais baixa e média. Psicologia: Reflexão e Crítica, 18(2), 151–161.
  • Brazelton, T. B. (2000). Tornar-se família: O crescimento da vinculação, antes e depois do nascimento. Terramar.
  • Brazelton, T. B. (2005). A maternidade e a vida profissional. Editorial Presença.
  • Brazelton, T. B., & Cramer, B. G. (2004). A relação mais precoce: Os pais, os bebés e a interação precoce. Terramar.
  • Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a context for human development: Research perspectives. Developmental Psychology, 22, 723–742.
  • C.O.I. Department of Health. (2009). The Pregnancy Book. NHS.
  • Campos, R. C. (2000). Processo gravídico, parto e prematuridade: Uma discussão teórica do ponto de vista do psicólogo. Análise Psicológica, 18(4), 15–35.
  • Canavarro, M. C. (2005). Psicologia da gravidez e da maternidade. Quarteto.
  • Carlos, A. I., Pires, A., Cabrita, T., Alves, H., Araújo, C., & Bentes, M. H. (2007). Comportamento parental de mães adolescentes. Análise Psicológica, 25(2), 183–194.
  • Conde, A., & Figueiredo, B. (2007). Preocupações de mães e pais, na gravidez, parto e pós-parto. Análise Psicológica, 25(3), 381–398.
  • Cordeiro, M. (2009). O grande livro do adolescente: Dos 10 aos 18 anos. A Esfera dos Livros.
  • Cottingham, U., & Slade, A. (2000). Mediating in child contact: A multidisciplinary approach. Family Law, 933–935.
  • Cotralha, N. R. (2007). Adaptação psicológica à gravidez em mulheres toxicodependentes. Dinalivros.
  • Cowan, C. P., Cowan, P. A., Heming, G., & Miller, N. B. (1991). Becoming a family: Marriage, parenting, and child development. In P. A. Cowan & M. Hetherington (Eds.), Family Transitions (pp. 79–109). Erlbaum.
  • Crespo, C. (2007). Rituais familiares e o casal: Paisagens intersistémicas [Tese de doutoramento não publicada]. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
  • Crohan, S. E. (1996). Marital quality and conflict across the transition to parenthood in African American and White couples. Journal of Marriage and the Family, 58, 933–944.
  • Cruz, H., & Pinho, I. (2006). Pais: Uma experiência. Papiro.
  • Cruz, O. (2005). Parentalidade. Quarteto.
Referências de E a H
  • Easterbrooks, M. A., & Emde, R. N. (1988). Marital and parent-child relationships: The role of affect in the family system. In R. A. Hinde & J. Stevenson-Hinde (Eds.), Relationships Within Families: Mutual Influences (pp. 83–103). Clarendon Press.
  • Engfer, A. (1988). The interrelatedness of marriage and the mother-child relationship. In R. A. Hinde & J. Stevenson-Hinde (Eds.), Relationships Within Families: Mutual Influences (pp. 105–118). Clarendon Press.
  • Erel, O., & Burman, B. (1995). Interrelatedness of marital relations and parent-child relations: A meta-analytic review. Psychological Bulletin, 118, 108–132.
  • Evans, J., Ferreira, M., Rodrigues, M., & Costa, S. (2006). A adoção para quem já tem filhos biológicos: Características e motivações. In L. Almeida et al. (Orgs.), Actas do VIII Congresso Galaico-Português de Psicopedagogia (2.ª ed., pp. 99–112). Universidade do Minho.
  • Falicov, C. J. (1988). Family Transitions: Continuity and Change Over the Life Cycle. Guilford Press.
  • Faria, M. C. (2006). Escola de pais e de mães. In L. Almeida et al. (Orgs.), Actas do VIII Congresso Galaico-Português de Psicopedagogia (2.ª ed., pp. 1817–1834). Universidade do Minho.
  • Fauchier, A., & Margolin, G. (2004). Affection and conflict in marital and parent-child relationships. Journal of Marital and Family Therapy, 30(2), 197–211.
  • Ferreira, S. A., Pires, A., & Salvaterra, F. (2004). Filho do coração: Adoção e comportamento parental. Análise Psicológica, 22(2), 399–411.
  • Figueiredo, B. (2000). Maternidade na adolescência: Consequências e trajetórias desenvolvimentais. Análise Psicológica, 18(4), 485–498.
  • Figueiredo, B. (2001). Mães e bebés. Fundação Calouste Gulbenkian e Ministério da Ciência e da Tecnologia.
  • Figueiredo, B., Costa, R., & Pacheco, A. (2002). Experiência de parto: Alguns fatores e consequências associadas. Análise Psicológica, 20(2), 203–217.
  • Figueiredo, B., Pacheco, A., & Margarinho, R. (2004). Utentes da consulta externa de grávidas adolescentes da Maternidade Júlio Dinis entre os anos de 2000 e 2003. Análise Psicológica, 22(3), 551–570.
  • Fincham, F. D., Beach, S. R. H., & Kemp-Fincham, S. I. (1997). Marital quality: A new theoretical perspective. In R. J. Sternberg & M. Hojjat (Eds.), Satisfaction in Close Relationships (pp. 275–304). Guilford Press.
  • Fine, M. A., & Harvey, J. H. (Eds.). (2006). Handbook of Divorce and Relationship Dissolution. Routledge.
  • Floyd, F., Gilliom, L., & Costigan, C. (1998). Marriage and parenting alliance: Longitudinal prediction of change in parenting perceptions and behavior. Child Development, 69(5), 1461–1479.
  • Francisco, V. L., Pires, A., Pingo, S., Henriques, R., Esteves, M. A., & Valada, M. J. (2007). A depressão materna e o seu impacto no comportamento parental. Análise Psicológica, 25(2), 229–239.
  • Gable, S., Belsky, J., & Crnic, K. (1992). Marriage, parenting, and child development: Progress and prospects. Journal of Family Psychology, 5(3–4), 276–294.
  • Goldschmidt, T. (2012). A criança, o adolescente e a família: Saúde mental e intervenção judiciária. Centro de Estudos Judiciários.
  • Gomes, M. S. A. S. C. (2011). À procura de pistas para uma conjugalidade satisfeita: Entre indicadores de risco estático e formas conjugais [Dissertação académica]. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
  • Gottman, J. M. (1994). Why Marriages Succeed or Fail. Simon & Schuster.
  • Gottman, J. M., & Silver, N. (2002). Os sete princípios do casamento. Pergaminho.
  • Graça, M. T., & Zamith-Cruz, J. (2006). Retorno ao trabalho: Quem fica com o bebé? In L. Almeida et al. (Orgs.), Actas do VIII Congresso Galaico-Português de Psicopedagogia (2.ª ed., pp. 3531–3546). Universidade do Minho.
  • Hernandez, J., & Oliveira, I. (2003). Os componentes do amor e a satisfação. Psicologia: Ciência e Profissão, 23(1), 58–69.
  • Hicks, M., & Platt, M. (1970). Marital happiness and stability: A review of the research in the sixties. Journal of Marriage and the Family, 32, 553–574.
  • Hickman, D. C. (1999). Moving children out of the jurisdiction. Family Law, 123.
  • Howes, P., & Markman, H. J. (1989). Marital quality and child attachment: A longitudinal study. Child Development, 60, 1044–1051.
Referências de J a M
  • Johnson, D. R., & Booth, A. (1998). Marital quality: A product of dyadic environment or individual factors? Social Forces, 76(3), 883–904.
  • Karpel, M. A. (1994). Evaluating Couples: A Handbook for Practitioners. W. W. Norton.
  • Kurdek, L. A. (1998). The nature and predictors of the trajectory of change in marital quality over the first four years of marriage for first-married husbands and wives. Journal of Family Psychology, 12, 494–510.
  • Leal, I. (2005). Psicologia da gravidez e da parentalidade. Fim de Século.
  • Leal, I., & Maroco, J. (2010). Avaliação em sexualidade e parentalidade. LivPsic.
  • Leonardo, J., & Nodin, N. (2005). As representações dos técnicos de saúde de uma maternidade face à substituição gestacional e às hospedeiras gestacionais. Análise Psicológica, 23(3), 261–267.
  • Lindahl, K. M., Clements, M., & Markman, H. (1997). Predicting marital and parent functioning in dyads and triads: A longitudinal investigation of marital processes. Journal of Family Psychology, 11, 139–151.
  • Lourenço, L. (2005). O bebé no divã: Desenvolvimento emocional precoce, amar e pensar com o bebé e os seus pais. Almedina.
  • Lourenço, M. M. (1998). Textos e contextos da gravidez na adolescência: A adolescente, a família e a escola. Fim de Século.
  • Marques, C. (2003). Depressão materna e representações mentais. Análise Psicológica, 21(1), 85–94.
  • McCubbin, H. I., & Patterson, J. M. (1983). Family transitions: Adaptation to stress. In H. I. McCubbin & C. R. Figley (Eds.), Stress and the Family: Vol. 1. Coping With Normative Transitions (pp. 5–25). Brunner/Mazel.
  • Miller, B. C. (1976). A multivariate developmental model of marital satisfaction. Journal of Marriage and the Family, 38, 643–665.
  • Minuchin, P., Colapinto, J., & Minuchin, S. (1998). Working With Families of the Poor. Guilford Press.
  • Minuchin, S. (1982). Famílias: Funcionamento e tratamento. Artes Médicas.
  • Monteiro, S. (2005). Contextos relacionais na adaptação à maternidade: Estudo da influência das relações afetivas com os pais durante a infância e adolescência e do suporte social na idade adulta [Dissertação de mestrado não publicada]. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
  • Moura-Ramos, M., & Canavarro, M. C. (2007). Adaptação parental ao nascimento de um filho: Comparação da reatividade emocional e psicossintomatologia entre pais e mães nos primeiros dias após o parto e oito meses após o parto. Análise Psicológica, 25(3), 399–413.
  • Teyber, E., & Hoffman, C. D. (1987). Missing fathers. Psychology Today, 36–39.
  • Turkat, I. D. (1997). Management of visitation interference. The Judges’ Journal, 36, 17–47.
Referências de N a Z
  • Narciso, I. (1994). Metamorfoses do amor e da satisfação conjugal. Provas de aptidão pedagógica e capacidade científica, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
  • Narciso, I., & Costa, M. E. (1996). Amores satisfeitos, mas não perfeitos. Cadernos de Consulta Psicológica, 12, 115–130.
  • Nascimento, M. J. (2003). Preparar o nascimento. Análise Psicológica, 21(1), 47–51.
  • Ordem dos Enfermeiros. (2001). Padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem: Enquadramento conceptual e enunciados descritivos. Ordem dos Enfermeiros.
  • Pereira, A. O., & Leal, I. (2005). Dadoras de ovócitos: Quem são? Análise Psicológica, 23(3), 269–276.
  • Pires, A. L. O. (1994). As novas competências profissionais. Formar, 10, 4–19.
  • Relvas, A. P. (1996). O ciclo vital da família: Perspetiva sistémica. Afrontamento.
  • Relvas, A. P. (2000). O ciclo vital da família. Afrontamento.
  • Relvas, A. P., & Alarcão, M. (2007). Novas formas de família. Quarteto.
  • Ribeiro, M. T. (2007). Família: Comunidade educativa, filhos hoje, pais amanhã. Comunicação apresentada no Auditório da Assembleia da República, Lisboa.
  • Rocha, A. M., Leal, I., & Maroco, J. (2007). A amamentação, o feminino e o materno. Análise Psicológica, 25(3), 363–380.
  • Rollins, B. C., & Cannon, J. L. (1974). Marital satisfaction over the family life cycle: A reevaluation. Journal of Marriage and the Family, 36, 271–282.
  • Roth, J., & Peck, R. F. (1951). Social class and social factors related to marital adjustment. Social Review, 16, 478–487.
  • Rothman, A. D. (2004). The nature and prediction of marital change across the transition to parenthood. Dissertation Abstracts International: Section B, 65(2-B), 1038.
  • Sá, E. (2004). A maternidade e o bebé. Fim de Século.
  • Sampaio, D., & Gameiro, J. (1985). Terapia familiar. Afrontamento.
  • Scanzoni, J. (1989). The Sexual Bond: Rethinking Families and Close Relationships. Sage.
  • Schultz, M., Cowan, C., & Cowan, P. (2006). Promoting healthy beginnings: A randomized controlled trial of a preventive intervention to preserve marital quality during the transition to parenthood. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 74(1), 20–31.
  • Sears, W., & Sears, M. (2003). The Baby Book: Everything You Need to Know About Your Baby From Birth to Age Two. Hachette.
  • Serra, A. M., & Algarvio, S. (2006). Preocupações parentais dos pais de crianças nascidas por fertilização in vitro. Análise Psicológica, 24(2), 149–154.
  • Serras, D., & Pires, A. (2004). Maternidade atrás das grades: Comportamento parental em contexto prisional. Análise Psicológica, 22(2), 413–425.
  • Simões, M. M. R. (1994). Investigação no âmbito da aferição nacional dos Testes das Matrizes Coloridas de Raven [Tese de doutoramento]. Universidade de Coimbra.
  • de Singly, F. (2000). Libres ensemble: L’individualisme dans la vie commune. Nathan.
  • Sousa, J. (2006). As famílias como projetos de vida: O desenvolvimento de competências resilientes na conjugalidade e na parentalidade. Saber & Educar, 11, 41–47.
  • Stern, D. N., Bruschweiler-Stern, N., & Freeland, A. (2005). Nascimento de uma mãe: A experiência da maternidade. Ambar.
  • Stevenson, M. (s.d.). Myth, reality, and father absence. Men’s Studies Review, 8(1), 3–8.
  • Tendais, I., Figueiredo, B., & Mota, J. (2007). Atividade física e qualidade de vida na gravidez. Análise Psicológica, 25(3), 489–501.
  • Tessier, R., Piché, C., Tarabulsky, G. M., & Muckle, G. (1992). Mothers’ experience of stress following the birth of a first child: Identification of stressors and coping resources. Journal of Applied Social Psychology, 22, 1319–1339.
  • Van Egeren, L., & Hawkins, D. (2004). Coming to terms with coparenting: Implications of definition and measurement. Journal of Adult Development, 11(3), 165–178.
  • Veiga-da-Silva, C. E. (2001). Sem “nós” dois, o que resta sou eu: Os caminhos para a separação conjugal [Tese de doutoramento não publicada]. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
  • Weiss, P. S., & Palos, A. P. (1988). Desarrollo y validación de la escala de satisfacción marital. Psiquiatría, 1, 9–20.
  • Weissbluth, M. (1999). Healthy Sleep Habits, Happy Child. Vermilion.
  • White, L. K., & Booth, A. (1985). The transition to parenthood and marital quality. Journal of Family Issues, 6, 435–450.
  • Wilkinson, R. B. (1995). Changes in psychological health and the marital relationship through childbearing: Transition or process as stressor? Australian Journal of Psychology, 47(2), 86–92.
  • Wright, L. M., & Leahey, M. (2009). Enfermeiras e famílias: Um guia para avaliação e intervenção na família (4.ª ed.). Roca.

Última atualização: agosto de 2026