O início do ciclo
A primeira de dez Conferências Internacionais da APIPDF.
Fundada em 2009, a APIPDF desenvolve desde os seus primeiros anos intervenção cívica, apoio às famílias, sensibilização, formação, divulgação científica, participação institucional e cooperação nacional e internacional nas áreas dos direitos das crianças, responsabilidades parentais, coparentalidade, prevenção dos conflitos familiares e igualdade parental.
Esta página reúne uma parte significativa desse percurso. Mais do que recordar acontecimentos, pretende preservar a experiência acumulada pela Associação, mostrar o que já foi realizado e tornar visível a articulação que foi sendo construída entre famílias, profissionais, investigação científica, instituições públicas e sociedade civil.
A atividade da APIPDF não se resume às Conferências Internacionais. Inclui apoio direto às famílias, Grupos de Ajuda Mútua, intervenção em escolas, iniciativas com CPCJ e autarquias, colaboração com profissionais, ligação ao mundo académico, campanhas públicas, petições, divulgação científica, livros, documentários, intervenção legislativa, produção de opinião e cooperação internacional.
As Conferências Internacionais Igualdade Parental tornaram-se um dos projetos mais duradouros da APIPDF. Reuniram investigadores/as, magistrados/as, psicólogos/as, advogados/as, mediadores/as, profissionais de saúde, docentes, profissionais de serviço social, organizações da sociedade civil e especialistas internacionais.
A primeira de dez Conferências Internacionais da APIPDF.
VIII Conferência Internacional, Oeiras.
O maior encontro internacional organizado pela Associação até então.
O apoio direto às famílias constitui uma das linhas mais antigas da APIPDF. Os Grupos de Ajuda Mútua começaram a funcionar em 2010 e foram sendo desenvolvidos em diferentes cidades do país.
Os grupos assentam numa lógica de ajuda mútua. Pessoas que atravessam experiências semelhantes partilham informação, dificuldades, estratégias e apoio num espaço de solidariedade, compreensão e redução do isolamento.
A experiência dos GAM permitiu também à APIPDF manter um contacto direto e continuado com os problemas concretos vividos pelas famílias, alimentando a reflexão institucional sobre políticas públicas, procedimentos profissionais e necessidades de apoio.
Desde os primeiros anos, a APIPDF assinala regularmente o dia 25 de abril através de campanhas, ações de rua, concentrações ental
Desde os primeiros anos, a APIPDF assinala regularmente o dia 25 de abril através de campanhas, ações de rua, concentrações e distribuição de informação.
Durante vários anos, associados/as e voluntários/as participaram nas comemorações populares do 25 de Abril na Avenida da Liberdade, em Lisboa, utilizando aquele espaço de participação cívica para divulgar informação sobre conflitos parentais, relações familiares e direitos das crianças.
As ações decorreram também noutras regiões, incluindo Porto, Coimbra, Évora e Chaves.
Com o desenvolvimento das relações internacionais da Associação, a data passou igualmente a ser utilizada em campanhas articuladas com organizações de outros países.
Um dos registos históricos da campanha anual.
A sensibilização foi levada a diferentes regiões.
A iniciativa manteve-se mais de uma década depois.
O arquivo visual mostra a continuidade desta intervenção.
O dia 5 de fevereiro tem uma origem própria na história da APIPDF e distingue-se do Dia Internacional assinalado a 25 de abril.
Cláudio Mendes, associado e voluntário da APIPDF, foi assassinado em 5 de fevereiro de 2011 quando se deslocara para conviver com a filha no contexto de uma decisão judicial. A sua morte marcou profundamente a Associação.
Na sequência deste caso, a APIPDF levou a iniciativa à Assembleia da República através da Petição n.º 238/XII/2.ª, que solicitava que o dia 5 de fevereiro fosse instituído como Dia Nacional de Consciencialização para a Alienação Parental. A petição deu entrada no Parlamento em 5 de fevereiro de 2013, com 1.100 assinaturas, e a Associação foi ouvida pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
A APIPDF passou a assinalar publicamente o Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental, transformando a memória deste caso numa ação de sensibilização para a prevenção dos conflitos parentais graves e para a proteção das crianças e das suas relações familiares.
Desde os primeiros anos, a APIPDF procurou criar pontes entre o conhecimento produzido no meio académico, a experiência dos profissionais que trabalham com crianças e famílias, a intervenção institucional e a realidade quotidiana de pais e mães.
Conferências, workshops, livros, debates e ações de formação permitiram colocar em contacto investigadores/as, magistrados/as, psicólogos/as, profissionais de saúde, advogados/as, mediadores/as familiares, docentes, técnicos/as de intervenção social e famílias.
Esta aproximação teve também uma dimensão de divulgação científica: investigação produzida em universidades e centros de investigação foi apresentada e discutida em iniciativas abertas a profissionais, pais e mães, enquanto a experiência acumulada pela Associação no contacto com as famílias contribuiu para colocar problemas concretos no debate científico, profissional e político.
Investigadores/as ligados ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e ao Observatório das Famílias e das Políticas de Família participaram em diferentes iniciativas e Conferências da APIPDF. A investigação sobre residência alternada, paternidade, género e transformações familiares teve particular importância neste diálogo.
O trabalho desenvolvido por Sofia Marinho e outros/as investigadores/as foi apresentado e discutido em diferentes momentos da atividade da Associação. Esta ligação entre investigação e divulgação culminou, entre outros exemplos, na obra científica Uma família parental, duas casas, da qual a APIPDF foi parceira.
A colaboração com profissionais da Psicologia permitiu abordar avaliação forense, responsabilidades parentais, proteção das crianças, prevenção dos maus-tratos, conflito familiar, audição da criança e boas práticas para famílias após a separação.
Workshop com Rute Agulhas, Alexandra Anciães e o juiz António Latas, associado à apresentação de conhecimento especializado sobre avaliação pericial, responsabilidades parentais, maus-tratos e suspeitas de abuso sexual.
A APIPDF promoveu no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses um workshop com Rute Agulhas e Alexandra Anciães, dirigido a profissionais da Psicologia, Direito, Saúde, Serviço Social e Educação.
O IV Fórum Educação e Ação Social reuniu temas como prevenção dos maus-tratos, abuso sexual infantil, conflitos familiares, direitos das crianças e coparentalidade, com participação de diferentes especialistas, incluindo Rute Agulhas.
Rute Agulhas e Ricardo Simões participaram na ação “Igualdade = Parental. Pais separados, trabalhos dobrados! Desmistificar a residência alternada”.
A VI Conferência Internacional da APIPDF acolheu a pré-apresentação do Guia de Boas Práticas na Audição da Criança, de Rute Agulhas e Joana Alexandre. A APIPDF não participou na produção do guia, mas disponibilizou a sua Conferência como espaço de apresentação e divulgação deste conhecimento especializado.
Na mesma Conferência foi igualmente pré-apresentado o Manual de Boas Práticas para Pais Divorciados, de Rute Agulhas e Alexandra Anciães, reforçando a ligação entre investigação, prática profissional e informação destinada às famílias.
Magistrados/as, advogados/as e especialistas em Direito da Família participaram regularmente nas iniciativas da APIPDF, incluindo António Fialho, Joaquim Manuel Silva, Paulo Guerra, António Latas e outros profissionais do sistema de Justiça.
A mediação familiar foi trabalhada em workshops, webinars e mesas-redondas, procurando aproximar instrumentos de prevenção e gestão do conflito parental das famílias e profissionais.
Responsabilidades parentais em contexto de saúde, presença dos pais e mães, consentimento, acompanhamento de crianças e práticas profissionais foram igualmente temas abordados em diferentes iniciativas da Associação.
Psicologia, responsabilidades parentais, avaliação e proteção infantil.
A abordagem multidisciplinar estava já presente nas primeiras iniciativas.
Formação e debate jurídico constituíram outra linha regular da atividade.
A cooperação internacional da APIPDF é muito anterior a 2023. Desde cedo, a Associação procurou conhecer experiências estrangeiras, trazer especialistas a Portugal, participar em encontros internacionais e estabelecer relações com organizações e investigadores/as de outros países.
A experiência interdisciplinar alemã foi trazida a Portugal através de Jürgen Rudolph.
As Conferências da APIPDF integraram regularmente investigadores/as e especialistas estrangeiros.
Participação em conferência internacional e contactos com instituições europeias.
O investigador canadiano deslocou-se a Portugal a convite da APIPDF.
Participação na International Conference on Shared Parenting, em Estrasburgo.
Participação em congressos, seminários e debates e contacto com organizações brasileiras.
Participação portuguesa num congresso internacional realizado no Brasil.
Uma das iniciativas conjuntas de maior dimensão da rede internacional.
A X Conferência foi realizada em articulação com a 7th International Conference on Shared Parenting.
A intervenção da APIPDF nesta matéria demonstra como divulgação científica, experiência das famílias, intervenção cívica, comunicação social e contacto com decisores podem ser articulados ao longo do tempo.
Conhecimento e debate. Conferências, especialistas, documentários e ações públicas.
Intervenção territorial. Sessões realizadas em diferentes cidades.
Investigação. Ligação a investigadores/as e parceria em Uma família parental, duas casas.
Intervenção cívica. Petição em defesa de uma presunção jurídica favorável à residência alternada.
Opinião pública. Estudo Netsonda realizado para a APIPDF com 1.000 pessoas.
Parlamento. Entrega e audição da Petição n.º 530/XIII/3.ª.
Comunicação pública. Campanha nacional Residência Alternada. Amor por inteiro.
Utilizado em diferentes cidades como instrumento de sensibilização.
A APIPDF foi parceira institucional da obra científica.
A igualdade parental foi também relacionada com cuidados e vida profissional.
A relação entre separação parental e instituições de ensino foi uma das áreas em que a APIPDF desenvolveu uma intervenção particularmente extensa, com ações realizadas em diferentes regiões do país.
Em 19 de março de 2011, no Instituto Superior de Gestão, em Lisboa, a APIPDF realizou o Colóquio “Os Conflitos Parentais e a Escola”. Foi o início de uma linha de intervenção que se prolongaria durante anos.
A relação da APIPDF com livros e publicações assumiu formas diferentes ao longo dos anos. Em alguns casos a Associação foi parceira; noutros participou com testemunhos ou contributos; noutros ainda organizou apresentações, acolheu pré-apresentações em Conferências ou divulgou recursos que considerou relevantes para profissionais e famílias.
Obra coordenada por Sofia Marinho e Sónia Vladimira Correia, dedicada à residência alternada, transformações familiares, experiências de pais, mães e crianças, enquadramento jurídico e práticas profissionais.
A investigação associada à obra teve presença no percurso das Conferências e debates promovidos pela APIPDF.
Publicação coordenada por Alexandra Anciães, Rute Agulhas e Rita Carvalho, reunindo diferentes perspetivas provenientes do Direito e da Psicologia.
A obra inclui uma perspetiva da Associação sobre a realidade das famílias em contexto de separação.
Obra de Joaquim Manuel Silva dedicada à guarda partilhada e às relações familiares após a separação.
A APIPDF participou na divulgação da publicação através de várias apresentações públicas em diferentes cidades.
A obra de Rute Agulhas e Alexandra Anciães esteve associada a iniciativas de formação promovidas pela APIPDF nas quais foram trabalhados casos e metodologias de avaliação forense.
Recurso de Rute Agulhas e Joana Alexandre dedicado à preparação e realização da audição da criança em contextos profissionais.
A VI Conferência Internacional da APIPDF acolheu uma pré-apresentação da publicação.
Recurso de Rute Agulhas e Alexandra Anciães orientado para famílias em contexto de separação e reorganização das relações parentais.
Manual de boas práticas e jogo pedagógico desenvolvido por Rute Agulhas, Alexandra Anciães, Mafalda Gonçalves e Joana Patrício para apoiar famílias após a separação.
Obra de Sandra Inês Feitor apresentada publicamente em Lisboa, numa iniciativa em que Ricardo Simões participou em representação da Associação.
Um dos exemplos mais relevantes da ligação entre investigação, Associação e famílias.
A APIPDF participou na divulgação pública da obra.
Dia da Mãe, Dia do Pai, Dia Internacional das Famílias, Dia dos Avós, Dia Mundial da Criança, Natal e outras datas foram utilizadas para divulgar mensagens sobre parentalidade, relações familiares e direitos das crianças.
A cronologia complementa as áreas temáticas anteriores e reúne alguns dos principais momentos do percurso da Associação.
Ao longo dos anos, a APIPDF foi convidada a participar em ações promovidas por CPCJ, universidades, municípios, organizações profissionais, projetos sociais e entidades internacionais.
Ciclo “Discriminar não é Humano”, Aveiro.
Formação avançada sobre responsabilidades parentais.
Conferência e contactos internacionais.
Participação em encontros e ações territoriais.
Góis, intervenção sobre guarda partilhada e conflito parental.
Participação no IV Encontro da CPCJ.
Violência doméstica, conflitos parentais e proteção das crianças.
Formação e debate com profissionais da Justiça.
Participação internacional em Estrasburgo.
Participação em congresso internacional no Brasil.
Workshop dirigido a profissionais da infância e juventude.
Participação no VI Congresso Internacional.
Documentário realizado por Alexandre Azinheira. Ricardo Simões participou na produção executiva no âmbito da APIPDF. A obra foi posteriormente utilizada em sessões públicas de exibição e debate.
Durante o desenvolvimento do filme de António-Pedro Vasconcelos, Ricardo Simões, então Presidente da APIPDF, colaborou na revisão de diálogos e situações ligados à separação, responsabilidades parentais e conflito familiar.
O contributo foi reconhecido nos créditos finais do filme.
KM 224 na RTPA atividade associativa foi acompanhada por reportagens, entrevistas e debates sobre parentalidade, residência alternada, escola, conflitos familiares e direitos das crianças.
Nuno Vilaranda na RTPDirigentes da APIPDF contribuíram também para o debate público através de artigos de opinião, textos técnicos e intervenções institucionais.
A memória institucional não serve apenas para recordar. Permite identificar estratégias já experimentadas, compreender o que produziu resultados, evitar repetir caminhos já percorridos e desenvolver novas iniciativas a partir do conhecimento, das relações profissionais, das redes nacionais e internacionais e da experiência acumulada pela Associação.
É também uma forma de preservar uma história construída por associados/as, voluntários/as, pais e mães, profissionais, investigadores/as, instituições e organizações que, em diferentes momentos, contribuíram para o percurso da APIPDF.
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